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São satisfatórias e crescentes.

O algodão colorido constitui um importante e novo nicho de mercado, interno externo. É uma atividade recente em todo o mundo do ponto de vista de mercado,  com pouco mais de 12 anos, envolvendo, inclusive, o melhoramento genético tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, apesar de ser o algodão de fibra de cor tão antigo quanto o de fibra branca.

O algodão colorido já era usado pelos Incas, por exemplo, há mais de 4.500 anos,   além de outros povos das Américas, da África e da Austrália. Neste último país existem mais de dez espécies nativas de algodão colorido, das mais de 50 já descritas até o momento.

A organização da cadeia desse tipo de algodão, no Brasil e, em especial, no Nordeste e na Paraíba, permite prever um futuro promissor para essa atividade. O Estado da Paraíba criou, inclusive, um Instituto, denominado Casaca de Couro, cujo objetivo é ordenar e cuidar da sincronia entre todos os elos da cadeia desse tipo de algodão, no estado, indo do agricultor até a indústria de confecção, e um sindicato especial denominado Sindvest, que apóia a referida atividade no Município de Campina Grande, PB.

O que é o algodão colorido e qual a diferença entre ele e o algodão de fibra branca?

O algodão de cor, ou como é mais conhecido, colorido, é proveniente de cultivares  que diferem das produtoras de fibra branca por apresentar um ou alguns genes (Unidades da herança, que possuem um segmento do DNA da espécie) que, ao serem traduzidos em proteínas, tornam a fibra colorida, ou seja, naturalmente colorida.

Por exemplo, na espécie Gossypium hirsutum L. existem variantes genéticas com fibra de cor marrom e roxa, sendo que a fibra de cor marrom depende da expressão e alguns genes no lócus Lc.

As espécies silvestres de algodão também podem  presentar tipos possuidores de fibra de cor?

Sim. Existem cerca de 50 espécies de algodão, algumas com fibra e com torções e,  portanto, passíveis de serem fiáveis, outras com fibra, porém sem torções e, assim, não fiáveis, e algumas sem fibra. Entre as espécies com fibras, as 37 já catalogadas apresentam tipos possuidores de fibra de cor (verde, marrom, roxo, caqui,
vermelho, cinza, róseo, azul e outras cores ou tonalidades).

Essas espécies são encontradas nas Américas, na Austrália, na África e na Arábia. A maioria possui fibra curta e sem condições de fiação plena.

Quais as perspectivas do algodão colorido, no Brasil?

A BRS 200 é a primeira cultivar de algodão de fibras geneticamente
coloridas, obtida no Brasil, via melhoramento convencional, com utilização do método de seleção genealógica.

Essa cultivar é um bulk (mistura ) constituído em partes iguais de sementes
das linhagens CNPA 92/1139, CNPA 94/362 e CNPA 95/653, que possuem fibras de coloração marrom-clara. Essas linhagens foram selecionadas em 1992, 1994 e 1995, a partir do Banco de Germoplasma de Algodoeiro Arbóreo da Embrapa, implantado em 1993, no Campo Experimental de Patos, PB, a partir de matrizes de
algodoeiro arbóreo, coletadas nos municípios de Acari, RN, e Milagres, CE.

Essas linhagens foram conduzidas, inicialmente, sob autofecundação artificial, em Patos, PB, sendo suas sementes multiplicadas, posteriormente, em condições de polinização livre, em áreas da Embrapa nos municípios de Touros, RN, Patos, PB e
Missão Velha, CE.

No segundo semestre de 2000, suas sementes foram multiplicadas em campos de cooperados da Embrapa/SNT, nos vales dos rios Piranhas (região de Catolé do Rocha, PB) e Piancó (região de Itaporanga, PB).

Leia mais em: http://www.algodao.cf/