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Que trigos são cultivados no Brasil e quais os principais entraves ambientais?

No Brasil, são cultivados, comercialmente, trigos de primavera (com menor necessidade em vernalização) da espécie Triticum aestivum L.

Os principais entraves ambientais são:

Região Sul – O excesso de umidade, nessa zona tradiciona e cultivo, cria ambiente favorável à ocorrência de doenças. Há geadas tardias na primavera, coincidindo com o espigamento do trigo, e precipitações de granizo (localizadas).

Além disso, nessa zona ocorrem vendavais, especialmente na primavera, causando
acamamento de plantas e danos (de difícil quantificação), dependendo do estádio de desenvolvimento da planta (quanto mais adiantado o ciclo, maior o prejuízo).

Nessa zona, as principais doenças que atacam a cultura, favorecidas, em alguns anos, por umidade e temperatura elevadas, são ferrugem da folha (Puccinia triticina), manchas foliares (Bipolaris sorokiniana, Drechslera spp. e Stagonospora nodorum) e giberela (Giberela zeae).

Regiões Sudeste e Centro-Oeste – Na zona de clima tropical ocorrem deficiência hídrica (em cultivos de sequeiro) e excesso de calor (temperaturas elevadas, causando esterilidade na espiga).

Em termos de sanidade vegetal, pela dificuldade de controle, a brusone (Magnaporthe oryzae) é a doença mais problemática nos sistemas de produção que incluem o trigo no centro do País; especialmente em anos em que há bastante inóculo do patógeno  no ar e coincide com ambiente úmido e quente a partir do espigamento do trigo.

Em linhas gerais, qual é o comportamento bioclimático dos trigos brasileiros?

Ainda que sejam classificados generalizadamente como “trigos de primavera”, os trigos brasileiros apresentam variabilidade quanto à resposta à vernalização,
havendo cultivares que, dependendo do regime térmico local, podem não espigar em alguns ambientes, como é o caso do trigo BRS Tarumã.

Esse trigo com aptidão para uso em sistemas de duplo propósito
(produção de forragem e de grão) possui características de comportamento bioclimático similar aos internacionalmente chamados trigos facultativos.

Também existem trigos, como a cultivar BRS Parrudo, com necessidades elevadas em vernalização, mesmo que esta seja menor que a dos trigos aernativos /facultativos.

O espigamento, especialmente nas regiões quentes do País, pode ser retardado, pode ocorrer desuniformemente ou, até mesmo, não ocorrer.

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